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Emocionalmente Surdo

Não raramente encontramos, em nosso ambiente de trabalho, profissionais que apresentam a característica do “emocionalmente surdo”, gerando assim conflitos intimamente ligados à comunicação. Sua característica principal é a de ignorar a opinião das pessoas, aliás só ele quer falar, portanto, não há como estabelecer diálogo com ele, nem sequer uma discussão. Sua característica ainda prevê auto-suficiência e sempre se apresenta em posição superior e na defensiva.

Os conflitos gerados em decorrência de tais atitudes são imensos, uma vez que não se pode conceber o processo de se comunicar sem ouvir.

Infelizmente, no nosso dia a dia, encontramos gestores e demais profissionais que sofrem desse mal – o não saber ouvir é mais amplo do que o ato de simplesmente escutar; ouvir significa compreender o que a outra pessoa expressa; ouvir significa se aprofundar na mensagem que se transmite; é assimilar muito mais que as palavras, ouvir muitas vezes relaciona-se ao ato de compreender os gestos, a atitude e a própria linguagem corporal – e ainda o próprio silêncio que deve ser analisado. Tudo isso está relacionado à comunicação – uma das mais complexas e difíceis tarefas humanas, sujeita à constante distorção no que se refere ao relacionamento interpessoal.

Peter Drucker já dizia que “o mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito.”

O diferencial, seja do gestor ou de qualquer profissional, está justamente no fato de negociar – que, em outras palavras, significa falar, ouvir, escutar, comunicar, colocar-se no lugar do outro e procurar entender a visão de mundo e os valores das pessoas com quem convive. É interessante analisar como pessoas com a característica de “emocionalmente surdo”, já têm a pré-disposição de não querer compreender o que o outro fala, sempre preparado para retrucar. Geralmente denominamos pessoas com esse perfil de polêmicas ou tacanhas ou do contra, mas no fundo sofrem de outro mal.

A arte de ouvir requer que a pessoa ouça e fale com a voz do coração, isso não significa dizer que devamos concordar com tudo,  ao contrário; devemos apenas abrir espaço para o outro expressar sua opinião e nos esforçarmos para entender seus sentimentos, para processarmos as informações, a fim de esclarecer  idéias e, quem sabe, chegar a um senso comum.

Muitas vezes para chegar a um consenso seja com seus pares, com a equipe ou com quem quer que seja, é necessário abrir mão da vaidade; é necessário deixar o ego de lado.  Para aprimorar a arte de gerenciar, temos de treinar a arte de ouvir, a qual servirá como ferramenta para a construção de comunicação eficaz, e de um relacionamento interpessoal consistente.

Costumo aplicar uma dinâmica, nos encontros de que participo, que consiste em distribuir um texto de uma história, dividida em cinco partes, cada parte cabendo a cada uma das cinco equipes formadas previamente. A discussão segue horas, pois cada grupo, trabalhando individualmente, talvez com a pressa de sair na frente, sem se preocupar com o espírito de equipe e tão pouco de dar ouvidos aos demais grupos, acaba dando sua versão para o texto recebido. Uns defendem que a personagem da história tem uma função, outros, que tem outra, e assim sucessivamente. Cada grupo tenta e inventa situações diversas para a história e o pior é que defendem a própria idéia como se verdadeira fosse. Esse é um exemplo típico de profissionais que não se comunicam e carregam a característica do “emocionalmente surdo”, ou seja, não querem ouvir, não querem entender, não querem perder tempo para negociar e muitas vezes acabam tomando decisões injustas pela falta da comunicação eficaz.

Ao final da dinâmica, quando descobrem que a verdadeira história da personagem está no somatório das partes, que cada grupo recebeu, ficam estáticos. Alguns refletem decepcionados, quando trazem o fato para a realidade do dia-a-dia, porém aqueles mais arrogantes continuam achando que estão certos, mesmo que o restante da equipe esteja contra.

Desde criança fomos ensinados a falar e somente a falar, mas infelizmente não nos ensinaram a arte de ouvir e tão pouco a arte de negociar. Pelo fato de crescer emocionalmente surdo, o profissional ou o gestor está nadando contra a corrente evolutiva e extremamente forte da razão.Isso revela que ele não consegue perceber que sofre desse mal, mas, de qualquer forma, nossa sugestão é a de que comece a prestar atenção em sua forma de atuar em grupo, e, para isso, convém procurar conhecer a imagem que provoca nas pessoas; é bom perguntar a elas se é ou não um bom ouvinte, mas esteja preparado para escutar e ouvir. Dessa forma, com certeza surgirão novas oportunidades de crescimento pessoal e profissional e de se tornar um ser “emocionalmente ouvinte”.

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O filme Bee Movie e seus ensinamentos sobre empreendedorismo

 

Barry, recém-formado por faculdade, quer muito mais da vida do que a inevitável carreira que espera por ele e por todas as outras abelhas da Colméia. Inconformado em dar continuidade à vida no mesmo local onde nascera, crescera, estudara e onde teria que trabalhar até o fim dos seus dias, espelhou sua carreira nos “Ases do Pólen”, que funcionavam com espécie de Força aérea das abelhas. Essas utilizavam roupas e equipamentos especiais, que as distinguiam das outras e com esse diferencial é que podiam visitar o mundo, fora da colméia.  Barry descobriu, em seu próprio habitat, que podia quebrar paradigmas até então incutidos no modo de vida daquela comunidade. Eis um  belo exemplo de que muitas vezes não precisamos fazer viagem alguma ao espaço sideral para descobrir o que já está dentro de nós ou ao nosso lado. Muitas vezes basta mudar o modo de ver e de encarar as coisas.

Mesmo sabendo que as adversidades eram muitas, e dos perigos que corriam em busca do precioso pólen, base de toda a produção do mel, Barry tinha a certeza do que realmente queria, e enfrentava numa boa ao seu amigo e aos pais. É que esses tentavam, a todo momento, convencê-lo de que a colméia era o destino de todos (emprego fixo, previsível), insistindo e enfatizando o risco que Barry correria,  se utilizasse exemplos ameaçadores a sua vida, dizendo que os poucos que se aventuraram acabaram não voltando (exemplos rotineiros no nosso dia-a-dia, seja já acontecido com alguém, ou reflexo de nossa própria insegurança em arriscar). Mesmo assim, Barry não aceitava a idéia de que esse seria o seu ideal de emprego e de felicidade.  Assim, quando se deparou com a fila do emprego fixo, decidiu tomar coragem e fugir aventurando-se no grupo dos “Ases do Polen”. Por sorte, caiu na simpatia de alguns, e é aprovado como se fosse um trainee.  E como é exatamente a prática que nos faz crescer, sua verdadeira viagem, rumo ao  que sempre quis, começou naquele momento. Em meio às maravilhas de novas descobertas de um mundo inteiramente desconhecido, ele vive momentos de aventuras e também de estresse, de aflição; de medo e de outras grandes emoções (assim como aqueles que se aventuram no mundo do empreendedorismo não previsível e sem rotina).  Contornando as aflições e perdendo-se do bando, Barry conheceu a florista Vanessa, conseguindo quebrar uma das principais regras da abelha que era a de nunca falar com os humanos; nasce, então, entre eles forte laço afetivo. Ambos tornam-se amigos, e Barry, a partir daí, conhece bem mais os humanos. Esse fato nos mostra que quebrar regras, muitas vezes, ajuda-nos a descobrir novos horizontes, pois a mensagem desta cena é a de esclarecer o quanto somos manipulados pelas imposições da sociedade e quanta barreira se cria em relação ao jovem e a sua carreira profissional, tornando-a geralmente simplista e limitada em relação ao futuro.

Da convivência com os humanos, Barry conhece novidades que ocorrem em outro mundo, e fica revoltado ao ver que seus amigos, depois de tanto trabalho para produzir o mel, consentem que ele seja vendido tão banalmente nos supermercados. Daí decide sair à luta e resolve processar a humanidade e aqueles que exploram abelhas em fazendas.

Esta cena nos revela que, conforme vamos desbravando nossa competência e nossas potencialidades, vamos redescobrindo nossas forças e conhecendo nossas fraquezas; vamos redirecionando nossos caminhos em que o mais importante é a transformação do simplesmente “viver para produzir”, para o “viver para produzir com sabor”.

É a partir daí que um novo desafio toma conta de Barry. Com sua inequívoca perseverança de empreendedor, faz com que as abelhas vençam a disputa e fiquem com todo o mel . Elas percebem que não devem parar de trabalhar e conseguem salvar o pólen da última flor da terra, salvando também do extermínio as demais flores. Com essa ação, Barry acaba se tornando um advogado de sucesso. Com isso se aprende que mais importante do que conseguir carreira de sucesso, é o sentido que damos à nossa vida, é a predisposição em arrojar, em empreender; em descobrir aquilo que nos dá prazer, mesmo que no meio do caminho tenhamos que mudar o rumo da nossa vida ou carreira, porque o mais importante é gostar daquilo que se faz, e acima de tudo, fazer a diferença naquilo que se propõe e trazer contribuição efetiva ao mundo dos negócios, do qual se faz parte integrante.

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O que o filme Click pode ensinar sobre os males de um workaholic (viciado no trabalho)

 

                                                                                                                                            * Por Maria Bernadete Pupo

 

Um arquiteto viciado em trabalho encontra um controle remoto universal que permite avançar ou voltar no tempo, em diferentes fases da vida de quem o opera. Tudo funciona muito bem, até que as escolhas começam a ser rejeitadas pelo controle, e, logo, as vantagens se transformam em desvantagens.

 

Michel Newman é um arquiteto workaholic (viciado pelo trabalho) e como não poderia deixar de ser, apresenta nível de estresse muito elevado, então decide a qualquer custo, conquistar a aprovação do seu chefe com o objetivo de ser nomeado sócio da empresa. Entre uma pausa e outra, ele tenta dar atenção à família, porém não consegue ser verdadeiro. Quando está próximo, finge presença, pois está todo o tempo falando ao celular.

 

O estresse causado pelo trabalho em demasia o torna uma pessoa intransigente, sem paciência e mal humorada. Projetos e mais projetos, aliados a sua ambição, fizeram com que Michel adiasse várias viagens programadas com a família. Sempre que era questionado sobre suas ausências, respondia que trabalhava muito para dar mais conforto aos filhos e à esposa.

 

Qualquer coisa, por mínima que fosse, o deixava irritado e só o fato de olhar para mesa e ver tantos controles remotos, não conseguindo descobrir qual de seus controles ligaria a TV, o leva a se dirigir a uma loja para comprar um controle universal, que funcionasse em todos os aparelhos eletrônicos de sua casa.

 

Ao chegar à loja de Cama, Banho & Além, ele encontra um funcionário excêntrico chamado Morty,  que lhe dá um controle remoto experimental, garantindo-lhe que ele mudaria sua vida. Michael aceita a oferta, porém logo descobre que o controle tem ainda outras funções, como não só a de abafar os latidos ruidosos do seu cão, mas também a de interferir e  controlar suas próprias escolhas.

 

É a partir daí que a história de Michel toma dimensões drásticas e ele acaba perdendo não o controle remoto, mas o controle da própria vida, pois aquele simples aparelho permitiu que ele saltasse fases importantes da existência, tanto as boas, quanto as más.

Essas cenas nos remetem a uma reflexão sobre o aumento de profissionais com a síndrome de workaholics (viciados em trabalho), que pautam a vida motivada por muita competição, seja pela ganância de dinheiro, seja pela vaidade, por sobrevivência ou ainda por alguma necessidade pessoal de provar algo à família, aos amigos ou até para si mesmo.

Algumas características marcam o perfil desse profissional, pois em primeiro lugar ele não consegue se desligar do trabalho, mesmo fora dele; com isso acaba abrindo mão de mulher e filhos, dos pais e dos amigos, uma vez que suas melhores companhias são aquelas ligadas a seu trabalho.

Dessa forma, para os workaholics a principal razão de viver é o trabalho. O descontrole entre trabalhar e divertir-se, e o próprio medo de fracassar, fazem com esse profissional apresente várias manias como as de: competição, busca de poder e status, realização profissional e às vezes, a maior razão para muitas pessoas, a fuga de problemas íntimos ou familiares. Como conseqüência, surgem problemas patológicos como insônia, estresse, alteração de humor, atitudes agressivas, pressão alta, problemas cardíacos, depressão, desenvolvendo, em alguns casos, a síndrome do pânico.

No caso de Michel, sem que ao menos ele perceba, o trabalho acabou transformando sua vida, aparentemente bem sucedida no emprego, em experiência drástica nos aspectos social e familiar – a esposa se separou dele e  casou com o professor de natação do filho, o cachorro morreu e os meninos, passando da fase de adolescência,  revoltaram-se contra ele.

Michel, já abandonado por tudo e por todos, e pela própria vida sedentária, engordou muito, envelheceu,  adoeceu e quando acordou no leito de hospital, já era tarde demais.  Ao lado dos filhos e da ex-esposa, refletia sobre o que fez da  vida e o pior, arrependeu-se muito por não curtir bons momentos, por não ter acompanhado o crescimento dos filhos, por não ter dormido mais, vivido mais, e permitido a si um tempo que fosse só dele.

O workaholic desconsidera, pois, seus próprios sentimentos, estabelecendo  mínimo contato consigo mesmo, para resolver seus conflitos. Torna-se, sem dúvida, individualista e egoísta.

É certo que o mundo moderno nos cobra velocidade, porém, se  priorizarmos somente o trabalho, significa que está na hora de parar e repensar nossas ações.

Isso já se tornou preocupação por parte das empresas. Os profissionais de Recursos Humanos já se empenham no desenvolvimento de programas que envolvam qualidade de vida dos profissionais, no sentido de encorajar os empregados a equilibrar a vida profissional e a privada.

 

De acordo com Dra. Ana Cristina Limongi França, as empresas têm hoje uma visão mais crítica do profissional workaholic. "Antes, era esperado que o profissional ficasse mais tempo na empresa e fosse louco por trabalho; era sinal de eficiência. Mas, de uns tempos para cá, profissionais e organizações passaram a enxergar essa questão de outra forma, e o workaholic pode ser visto até como alguém improdutivo, que não sabe se organizar nas oito horas diárias, por isso precisa ficar mais tempo na empresa ou até mesmo levar trabalho para casa", afirma ela.

A verdade é uma só: a obsessão por trabalho reduz a visão de mundo, compromete a criatividade e prejudica sensivelmente a qualidade de vida do trabalhador, e o pior: seu maior problema é mesmo a falta de clareza entre os limites do prazer e os da  autodestruição.

 

*Maria Bernadete Pupo é consultora e gerente de RH do Centro Universitário FIEO UNIFIEO),
em Osasco (SP), e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos” (ed. Expressão & Arte)
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Diversidade de ações melhora QVT

 
Diversidade de ações melhora QVT
Patrícia Bispo

Como ocorre nos mais variados segmentos do mercado, o maior desafio do profissional de Recursos Humanos é aprimorar as práticas de Gestão de Pessoas. Nas Instituições de Ensino Superior (IES), por exemplo, a situação não é diferente. Isso pode ser facilmente constatado, pois embora as necessidades das pessoas continuem as mesmas, o ambiente acadêmico ainda passa por uma fase de visível transformação – no Brasil, durante muito tempo existiam poucas instituições e hoje o número é cada vez maior.

Esse quadro de mudança refletiu significativamente na realidade das IES e fez surgir uma necessidade de redesenho para se estabelecer novas formas de atuação no que diz respeito à área Gestão de Pessoas. Uma outra peculiaridade desse setor é que o efetivo de profissionais é dividido em dois mundos: o dos professores e outro dos funcionários administrativos. Na maioria das vezes, eles recebem tratamentos diferenciados e a prova pode ser constatada através do próprio acordo coletivo de trabalho – um regulamenta a legislação do docente e o outro é voltado para profissionais técnicos-administrativos.

Dentro desse contexto, para atender às expectativas de quem atua no universo acadêmico, as instituições correm contra o tempo e desenvolvem ações que criam um clima de melhoria contínua para o capital humano. Uma organização que está se adaptando a esse novo quadro é o Centro Universitário FIEO, que em 2003 passou a adotar atividades destinadas à melhoria da qualidade de vida do seu quadro efetivo. Localizado em Osasco/SP, o Unifieo conta com 13 mil alunos, 340 colaboradores e 485 professores. A instituição mantém mais de 50 cursos, dos quais 32 são de graduação, dois de mestrado – Direito e Psicopedagogia, e os demais de pós-graduação e cursos livres.

De acordo com Maria Bernadete Pupo, gerente de RH do Unifieo, os investimentos na QVT teve início com um projeto experimental de ginástica laboral, onde o público-alvo era formado por profissionais dos dois maiores setores da instituição – a secretaria geral e a biblioteca. A experiência deu tão certo que foi estendida para todos os colaboradores. "A princípio, o objetivo de investir em ações voltadas para a qualidade de vida foi criar o bem-estar coletivo ancorado na prevenção de riscos para a saúde, em virtude do índice de afastamento por estresse e doenças ocupacionais", explica. Um dos sinalizadores que serviu de inventivo para o Unifieo implantar o programa foi o aumento da sinistralidade do convênio médico, que apontou afastamentos em decorrência de problemas ocupacionais que surgiram pela prática de postura inadequada durante as atividades laborais. Na ocasião, também se observou que muitos colaboradores eram diabéticos e que a maioria só descobriu quando a doença já estava instalada.

Contudo, a direção da instituição decidiu ampliar o conceito de QVT como sendo um modelo de gestão organizacional, envolvendo: benefícios, educação, desenvolvimento e bem-estar. O trabalho desenvolvido pelo Unifieo envolve ações educativas, na expressão literal da palavra, uma vez que reúne os corpos docente e discente numa atividade acadêmica em ação educativa para a saúde.

Na prática, os alunos e os professores do curso de Educação Física reúnem-se, duas vezes por semana, em dois horários distintos, para estimular a prática da ginástica laboral junto aos funcionários. Os colaboradores se desligam das suas atividades por alguns minutos e passaram a ter, comprovadamente, melhor humor, maior disposição, menor índice de estresse e, o mais importante, estão prevenindo patologias como tenossinovite, tendinite e a bursite, inflamações que afligem e chegam a imobilizar milhares de trabalhadores.

Outra novidade que serve de estímulo para a participação dos funcionários da instituição é a realização da ginástica laboral no ginásio de esportes do Unifieo, que também possibilita atividades práticas na sala de musculação. No início de cada semestre os alunos distribuem questionários para os colaboradores, com o objetivo de levantar o perfil da saúde e das atividades que cada um pratica no dia-a-dia. Os estudantes anotam peso/altura e é realizada uma avaliação para cada caso. Se for necessário um acompanhamento médico, esse será feito sob indicação. Inclusive, alguns alunos aproveitam a oportunidade para desenvolver projetos de pesquisa baseando-se em estudo de caso real, ou seja, escolhem um funcionário com algum problema específico e fazem o acompanhamento durante um período para analisar se houve melhora após a adoção dos exercícios físicos. É a oportunidade de unir a teoria com a prática.

A gerente de RH do Unifieo também menciona a campanha de detecção do diabetes. Nessa ação específica professores e alunos do curso de Biologia distribuem-se pelos campida instituição, e se dirigem a todos os departamentos para realizar o teste que avalia o índice de glicose. Antes, essa campanha acontecia em um dos laboratórios da instituição. Porém a adesão era pouca, pois nem todos os funcionários se interessavam ou o horário disponível não atendia a todos os turnos. A alternativa foi criar uma campanha móvel, onde se estabeleceu um cronograma de horários que atendeu todos os períodos, o que proporcionou estímulo e adesão muito maiores.

"Além disso, a realização de pesquisa de satisfação dos funcionários contribui para a elaboração de outras ações que apontam carências, perspectivas, críticas e sugestões dos colaboradores, que visam a melhoria do ambiente de trabalho, da qualidade de vida e da produtividade, sem sobrecarregá-los", ressalta Maria Bernadete Pupo. Geralmente, as ações de QVT são divulgadas através de campanhas que recorrem a cartazes, Intranet e e-mails globais. Somando-se a essas ferramentas de comunicação interna, também são realizadas reuniões com os gestores, onde eles pedem a colaboração das suas equipes. "Percebemos que os setores onde as lideranças são atuantes e incentivadoras, os funcionários participam mais das atividades", diz Maria Bernadete.

Vale salientar que o Unifieo tem a preocupação de também estimular ações que estimulem o intelecto dos funcionários. Nesse sentido, a instituição permite que todos os funcionários e seus dependentes estudem em qualquer curso e campus, independente da área de atuação. Além disso, foi firmado convênio com outras Instituições de Ensino Superior para bolsas que cobrem 100% dos estudos, como forma a ampliar as oportunidades dos colaboradores que desejam seguir outra área de especialização não oferecida pelo Unifieo.

Quando questionada sobre a receptividade dos profissionais em relação às ações adotadas pelo Unifieo, Maria Bernadete comenta que a mesma tem sido muito positiva. Isso porque não há obrigatoriedade de participação e sim um convite, uma vez que o objetivo maior é de estimular hábitos de práticas saudáveis para conscientizar os profissionais sobre a importância de ações educativas.

Importância das ações – Para a gerente de RH do Unifieo, a função da administração de Recursos Humanos vem modernizando-se ao longo dos anos e hoje as organizações, mais do que programas, estão adotando modelos de gestão organizacional. Dessa forma, surge o interesse por estudar as questões relacionadas à qualidade de vida do trabalhador num sentido muito mais amplo, mais generalista, envolvendo não só os trabalhadores, como também a comunidade, o ambiente, a saúde, o desenvolvimento e a educação.

"Acredito que em decorrência dos problemas sociais, ocorreu a transferência de fatores que seriam de responsabilidade do governo para as organizações, como vários benefícios que se tornaram obrigatórios por acordo coletivo de trabalho. Podemos citar como exemplo a cota de portadores de deficiência instituída através de lei e a cota do menor aprendiz", afirma a gerente de RH, ao acrescentar que a responsabilidade social das empresas passou a ser ampliada ou desafiada para tanto.

Dessa forma, conclui Maria Bernadete, não dá para pensar em programas estanques e sim em políticas de Gestão de Pessoas. Partindo desse conceito, ela destaca que todos os benefícios concedidos aos trabalhadores como assistência médica, cesta básica, festa de confraternização de final de ano, tanto quanto treinamento, educação, desenvolvimento intelectual, salário, prevenção da saúde, gestão com respeito, relacionamento interpessoal amistoso no local de trabalho, dentre outros, fazem parte de um programa de qualidade de vida.

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A mulher vira chefe de família

 

A MULHER VIRA CHEFE DE FAMÍLIA

Por Maria Bernadete Pupo

Uma pesquisa do IBGE revela que quase três milhões de trabalhadoras nas seis maiores regiões metropolitanas do país são as principais responsáveis por sustentar financeiramente as casas em que vivem. O número representa cerca de 30% do total de trabalhadoras. De acordo com o estudo, o perfil da chefe de família média nessas regiões é de uma mulher de 43,5 anos, com pouco mais de oito anos de estudo, que não tem marido, mora com os filhos e trabalha sem carteira assinada. Elas têm uma jornada semanal de trabalho de 39,2 horas e 21,9% delas são domésticas. Apenas 24,4% delas moram com cônjuge.

Entre as mulheres que têm filhos, segundo outra pesquisa, do Ibope, somam 43% as que comandam a casa. O levantamento mostra ainda que 56% das mães se dedicam a atividades profissionais. Dessas, 67% podem sustentar o lar sozinhas.

No entanto, a economia estagnada, com limitada geração de empregos, vem colocando enormes dificuldades para as mulheres obterem um posicionamento mais efetivo. Para complicar, os empregadores ainda oferecem salários menores às mulheres. A professora Cristina Bruschini, coordenadora da pesquisa "Trabalho das Mulheres", da Fundação Carlos Chagas, afirmou que elas ainda ganham menos que os homens, mesmo que tenham o mesmo vínculo de trabalho e escolaridade e atuem o mesmo número de horas.

O que se percebe é que, ao longo dos tempos, tem sido reservada ao homem a posição de caçador e provedor – que determina um indivíduo mais agressivo, impositivo e que muitas vezes não se submetem a qualquer tipo de ocupação. Já a mulher, por sua vez, tem sido o elemento aglutinador empenhado na preservação do grupo familiar, conseguindo desenvolver mais as qualidades do afeto, do relacionamento e de flexibilidade, adaptando-se com mais facilidade às situações adversas e, com isto, conquistando posições de chefia, no lar e na vida profissional.

As questões do gênero destacam-se neste novo contexto ao influenciar de forma marcante todos os modelos de organização e o mundo produtivo, desde as grandes corporações, passando pelo campo político-institucional e chegando às micro e pequenas empresas.

Segundo o professor César Furtado de Carvalho Bullara, do Departamento de Comportamento Humano nas Organizações, do Instituto Superior da Empresa (ISE), "Existem mulheres que, por incrível que pareça, conseguem conciliar tudo de um modo fantástico". O fundamental orienta ele é ter presente que ela, assim como o homem, não deve pensar que está trocando o trabalho pelos filhos ou os filhos pelo trabalho. É fundamental entender que os dois universos, vida profissional e vida pessoal, não são mutuamente excludentes.

Analisando esse fenômeno, temos que levar em conta a mudança de valores sociais e culturais, nos quais, tanto homens quanto mulheres tiveram que se inserir. A mulher deixou de ser apenas uma parte da família para se tornar o comandante dela em algumas situações. Por isso, esse ingresso no mercado é uma vitória. O processo ainda é lento, mas está se consolidando a cada dia. Outra peculiaridade que acompanha a mulher é a sua "terceira jornada". Normalmente, além de cumprir suas tarefas na empresa, na maioria das vezes ela precisa cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.

Esses fatores tornam a mulher mais flexível, com mais jogo de cintura para lidar com várias situações ao mesmo tempo. A maleabilidade é requisito fundamental para a mulher que quer ser boa mãe e também boa profissional.

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O QUE “O DIABO VESTE PRADA” PODE ENSINAR A QUEM BUSCA EMPREGO

 POR MARIA BERNADETE PUPO

Recém-formada  em  jornalismo,  Andrea  Sachs  muda-se  para  Nova  York  em  busca  de  um  emprego  como  articulista  em  alguma  revista  da  cidade.  Acaba  conseguindo  trabalho  na  revista  de  moda  Runway,  como  assistente  de  Miranda  Priestly,  a  poderosa  chefe  de  redação  do  periódico.  A  divertida  história  do  filme  "O  diabo  veste  Prada"  é,  também,  uma  aula  de  recursos  humanos.  Há  situações  que  envolvem  desde  o  momento  da  seleção,  as  dificuldades  no  ambiente  de  trabalho,  como  lidar  com  os  grupos  informais,  até  a  gestão  de  pessoas  e  estilos  de  liderança.

A  postura  da  personagem  Andrea  durante  a  entrevista  de  emprego  é  inadequada  ao  perfil  da  vaga  e  ao  ambiente.  Ela  sequer  pesquisou  com  antecedência  a  organização  para  a  qual  se  candidatara.  Fica,  pois,  desconcertada  quando  Miranda  lhe  pergunta  se  conhecia  a  revista  Runway.  O  caso  fictício  serve  de  alerta:  a  busca  por  emprego  requer  planejamento  e  foco.  No  início  da  entrevista,  Andrea  diz:  "enviei  currículo  para  todo  mundo  e  fui  chamada  por  vocês",  ou  seja,  atirou  para  todos  os  lados.  O  planejamento  pode  evitar  a  exposição  desnecessária  e  mais  dissabores. 

No  final  da  entrevista,  num  golpe  de  sorte,  a  candidata  acaba  conseguindo  a  vaga  –  totalmente  diferente  do  seu  emprego  dos  sonhos.  A  função  tem  atrativos  fabulosos  (pelos  quais  um  milhão  de  "fashionistas"  era  capaz  de  dar  a  vida)  e  dificuldades  imensas. 

Passada  a  surpresa  inicial,  Andrea  demonstra  qualidades  indispensáveis  para  qualquer  profissional  que  deseja  sucesso  no  mundo  corporativo:  equilíbrio  emocional  para  aceitar  os  ataques  da  colega  Emily,  além  de  maleabilidade  e  flexibilidade  dentro  de  universo  com  o  qual  não  se  identificava  (divas  da  moda  magérrimas,  batendo  seus  saltos  altos  pelos  corredores  da  redação).  É  um  exemplo  de  que  as  pessoas  são  adaptáveis  e,  quando  querem,  conseguem  superar  os  próprios  limites.  Depois  que  Andrea  foi  colocada  frente  ao  desafio,  recusou-se  a  fracassar,  um  ponto  fundamental  para  quem  deseja  vencer.

No  entanto,  como  assistente  pessoal  de  Miranda,  Andrea  vê-se  forçada  a  suportar  toda  uma  série  de  abusos,  realizando  tarefas  como  encomendar-lhe  o  almoço,  tratar-lhe  da  roupa  suja,  fazer-se  de  motorista  para  a  cadelinha,  preparar-lhe  as  viagens.  A  funcionária  é  obrigada  a  estar  disponível  à  chefe  nas  24  horas  do  dia,  sem  jamais  receber  um  elogio.  Para  piorar,  a  arrogante  e  insegura  assistente  Emily,  que  enxerga  em  Andrea  uma  ameaça  ao  seu  emprego,  lhe  atribui  críticas  e  menospreza  suas  habilidades  –  problemas  a  que  todos  estamos  sujeitos,  principalmente  no  inicio  do  emprego.  Ao  final  Andrea  consegue  conquistá-la  (outra  habilidade  necessária  para  manter  o  bom  relacionamento  inter-pessoal  no  dia-a-dia).

Diante  do  abuso  de  poder  praticado  por  Miranda  (motivo  que,  no  mundo  real,  tem  rendido  uma  série  de  processos  para  as  organizações  por  assédio  moral),  Andrea  acaba  anulando  sua  vida  pessoal  na  medida  em  que  os  pedidos  da  chefe,  sempre  emergenciais,  tornam-se  cada  vez  mais  absurdos,  a  qualquer  hora  do  dia  ou  da  noite.  Ela  se  adapta  de  tal  forma  que  vive  uma  mudança  radical,  tanto  física  quanto  comportamental.

Nota-se  que  a  jovem  personagem  tinha  obsessão  pela  sua  carreira.  Quando  percebe  que  poderia  transformar  todos  aqueles  desafios  em  oportunidades,  doa-se  de  corpo  e  alma.  Talvez  ainda  não  tivesse  entendido  que  para  isto  tudo  tinha  um  preço  a  pagar.  A  pergunta  é:  será  que  um  ano  de  sacrifício  ao  serviço  de  um  ”diabo”  que  veste  Prada  não  é  um  preço  demasiadamente  alto?  Este  é  um  drama  presente  na  vida  de  muitas  pessoas. 

O  filme  ensina,  além  da  importância  da  preparação  na  busca  de  um  emprego,  que  nem  tudo  vale  a  pena  para  mantê-lo.  Perseverança,  dedicação,  humildade,  seriedade  e  honestidade  são  fatores  muito  relevados  no  mundo  corporativo,  mas  nada  deve  ultrapassar  o  limite  de  nossa  dignidade  e  integridade.

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